{"id":572,"date":"2016-11-30T00:00:07","date_gmt":"2016-11-30T03:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/?p=572"},"modified":"2023-05-17T18:41:18","modified_gmt":"2023-05-17T21:41:18","slug":"a-questao-do-logos-em-heidegger-e-lyotard-a-urgencia-de-um-outro-pensar-na-condicao-pos-moderna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/572-a-questao-do-logos-em-heidegger-e-lyotard-a-urgencia-de-um-outro-pensar-na-condicao-pos-moderna.html","title":{"rendered":"A Quest\u00e3o do Logos em Heidegger e Lyotard: A urg\u00eancia de um &#8220;outro pensar&#8221; na condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna"},"content":{"rendered":"<div class=\"kcite-section\" kcite-section-id=\"572\">\n<blockquote>\n<p align=\"justify\">Veja este artigo tamb\u00e9m em nossa plataforma OJS (com PDF e DOI): <a href=\"https:\/\/epistemologia.com.br\/academico\/index.php\/epistemologia\/article\/view\/12\">https:\/\/epistemologia.com.br\/academico\/index.php\/epistemologia\/article\/view\/12<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\"><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">A inten\u00e7\u00e3o deste escrito \u00e9, sucintamente, pensar algumas linhas da \u201ccondi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna\u201d, na obra do franc\u00eas Jean-Fran\u00e7ois Lyotard e, com ele e a partir dele, questionar se e onde houve (ou n\u00e3o) reais rupturas na forma de pensar herdada da modernidade. Nisto, tensionamos, com Heidegger, o quanto essa suposta ruptura ainda mant\u00e9m elementos basilares do <\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><i>logos<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"> moderno, principalmente no que se refere \u00e0 quest\u00e3o da t\u00e9cnica. Criaram-se rachaduras, tens\u00f5es, algum conflito; mas o modo de pensar moderno ainda se imp\u00f5e nesta tentativa de ruptura que se chamou de p\u00f3s-moderno, e isso parece ocorrer enfaticamente pelo protagonismo da t\u00e9cnica na estrutura\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o do conhecimento filos\u00f3fico e cient\u00edfico. Contra isso, Heidegger vem com o esbo\u00e7o de um \u201coutro pensar\u201d, que v\u00e1 para al\u00e9m nesse questionamento e na tentativa de destrui\u00e7\u00e3o e ruptura: o que nos \u201cpode salvar\u201d parece ser a refunda\u00e7\u00e3o de um <\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><i>logos<\/i><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\">, um m\u00e9todo novo de pensar, que partindo da compreens\u00e3o do perigo extremo que nos oferece a armadilha da t\u00e9cnica moderna, v\u00e1 em frente, continue, siga essa destrui\u00e7\u00e3o e elabore uma reconstru\u00e7\u00e3o a partir dos escombros<\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><b>INTRODU\u00c7\u00c3O \u2013 A CONDI\u00c7\u00c3O P\u00d3S-MODERNA SEGUNDO LYOTARD<\/b><\/p>\n<div><\/div>\n<div>\n<blockquote>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>A hist\u00f3ria sugere que a ci\u00eancia e a tecnologia, embora hoje casadas, passaram por um longo e pouco entusiasmado namoro.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Elas cresceram de forma independente, com uma desconsiderando a exist\u00eancia da outra ou desdenhando sua presen\u00e7a. Quando alcan\u00e7aram a puberdade \u2013 a Revolu\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica no caso da ci\u00eancia e a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial no caso da tecnologia, come\u00e7aram um comportado namoro.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>O cas\u00f3rio, quando por fim veio acontecer, foi um casamento de conveni\u00eancia e necessidade, sem muito amor envolvido. At\u00e9 ent\u00e3o, tinham tido encontros bastante ousados e secretos, propiciados por necessidades militares. As cerim\u00f4nias realizadas poderiam ser chamadas de um casamento rel\u00e2mpago, e o casal, como era previs\u00edvel, nunca foi muito feliz. <\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>Cada parceiro manteve uma boa cota de independ\u00eancia, embora recentemente tenham tido problemas de identidade. Constantemente se engalfinham sobre quem se dedica mais \u00e0 vida conjugal. Discutem sobre responsabilidades m\u00fatuas, sobre a educa\u00e7\u00e3o de seus filhos e, como era de se esperar, sobre o or\u00e7amento dom\u00e9stico. <\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>\u00c9 um casamento bem moderno. Ci\u00eancia e tecnologia vivem independentemente, mas de forma coordenada, com uma conta banc\u00e1ria conjunta e um \u00fanico carro. Frequentemente discutem sobre o div\u00f3rcio. Contudo, ele \u00e9 invariavelmente rejeitado, porque o esc\u00e2ndalo iria prejudicar a imagem p\u00fablica das duas, e por causa, desconfio eu, dos indiscut\u00edveis prazeres e conhecidas frivolidades da cama.<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><i>(Melvin KRANZBERG, 1989. Traduzido em OLIVEIRA, 2010, p. 71).<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Lyotard, pesquisador franc\u00eas, professor de filosofia e debatedor ilustre do marxismo, escreve sua principal obra em 1979. Entre as mais diversas formas de pensar, ver e teorizar o que os pensadores da \u00e9poca viam surgir, \u201cA condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna\u201d de Lyotard se faz not\u00e1vel por partir de uma hip\u00f3tese central bastante original: a mudan\u00e7a do estatuto do saber no momento em que as sociedades entram em uma era p\u00f3s-industrial e as culturas passam a se caracterizar como o que se chamou \u201cp\u00f3s-moderno\u201d. Essa mudan\u00e7a de estatuto do saber \u00e9 tratada a partir do \u201cproblema da legitima\u00e7\u00e3o\u201d, no que ele v\u00ea a principal mudan\u00e7a da compreens\u00e3o do saber na modernidade para uma p\u00f3s-modernidade; os dois relatos de legitima\u00e7\u00e3o do saber na modernidade, o de emancipa\u00e7\u00e3o e o especulativo, chegam \u00e0s suas fal\u00eancias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><p align=\"center\">\r\n<script type=\"text\/javascript\"><!--\r\ngoogle_ad_client = \"pub-3652987083456070\";\r\n\/* 250x250, criado 30\/10\/09 *\/\r\ngoogle_ad_slot = \"5836344936\";\r\ngoogle_ad_width = 250;\r\ngoogle_ad_height = 250;\r\n\/\/-->\r\n<\/script>\r\n<script type=\"text\/javascript\"\r\nsrc=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\r\n<\/script><\/p><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em seu lugar, o p\u00f3s-moderno vai tentar com novas formas de legitima\u00e7\u00e3o desse conhecimento e novas formas de pensar a ci\u00eancia, propondo um legitimar pela linguagem e pela paralogia; mas a tentativa parece definhar no que ele denuncia como uma forma de legitima\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, que entrega seus discursos e sua finalidade, seu <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>telos,<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> para o desempenho e a performance meramente t\u00e9cnicos, em um sistema cooptador.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O autor tamb\u00e9m constata algo importante: toda a transforma\u00e7\u00e3o estrutural desta forma de tratar o conhecimento e o saber n\u00e3o foram consequ\u00eancias apenas das guerras mundiais ou da reconstru\u00e7\u00e3o europeia. Tudo j\u00e1 vinha de um processo iniciado j\u00e1 no fim do s\u00e9culo XIX, junto com a evolu\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de saber e da evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. Trata-se, portanto, de um per\u00edodo hist\u00f3rico que corresponde a dois finais de s\u00e9culos, duas viradas temporais comportando em si uma continuidade nas transforma\u00e7\u00f5es culturais, sociais e filos\u00f3ficas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A modernidade pensava e prop\u00f4s seu ideal de conhecimento leg\u00edtimo baseado em dois grandes relatos. No relato da emancipa\u00e7\u00e3o, ideal da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e do Iluminismo, a legitima\u00e7\u00e3o estaria subordinada ao bem da Na\u00e7\u00e3o, que buscasse sua dignidade e liberdade. Sendo uma forma de legitima\u00e7\u00e3o mais voltada \u00e0 pol\u00edtica, o conhecimento seria o meio para a obten\u00e7\u00e3o do fim desejado: a sociedade livre e o Estado soberano. Complementando-se, no vi\u00e9s filos\u00f3fico, o relato especulativo tem como origem a funda\u00e7\u00e3o da Universidade de Berlim, com Humboldt, Fichte, entre outros pensadores que v\u00e3o propor o saber especulativo, na influ\u00eancia idealista, como o \u201csaber dos saberes\u201d. O conhecimento especulativo seria tanto um meio como tamb\u00e9m o pr\u00f3prio fim, sendo um pressuposto para se compreender aqueles fins que a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica prop\u00f5e. O ideal \u00e9 uniformizar o saber e buscar regulament\u00e1-lo de forma hier\u00e1rquica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A fragmenta\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica das ci\u00eancias se desenvolve &#8211; j\u00e1 em um per\u00edodo hist\u00f3rico p\u00f3s-industrial, de valores p\u00f3s-modernos &#8211; para uma segmenta\u00e7\u00e3o e departamentaliza\u00e7\u00e3o, enterrando aquela ideia do saber universal, que queria ser percebido como um todo. Estabelecem-se requisitos para que um saber seja ci\u00eancia: se n\u00e3o cumpri-los, que v\u00e1 ao banco dos r\u00e9us, acusado de ileg\u00edtimo. A denota\u00e7\u00e3o e a prescri\u00e7\u00e3o, caracter\u00edsticas destes relatos de emancipa\u00e7\u00e3o e especulativo se perdem quando buscam afirmar enfaticamente \u201co que \u00e9\u201d, e n\u00e3o o que \u201cpode ser\u201d, perdendo o sentido de guia pol\u00edtico e se colocando como alvo, como fim posto &#8211; ou imposto &#8211; <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>a priori<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Os grandes ideais modernos perdem credibilidade, portanto, no momento em que as grandes metanarrativas com as quais seu conhecimento e saber eram legitimados parecem sufocar demais. Sempre fortes, retumbantes, sublimes, f\u00e1usticos, come\u00e7am a ser vistos com olhares desconfiados. A liberdade como princ\u00edpio filos\u00f3fico atrav\u00e9s do acesso ao saber e o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>aufkl\u00e4rung<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> e a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>bildung<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> como processos prontos, agindo juntas na condu\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o do sujeito esclarecido que vai trazer o progresso \u00e0 Na\u00e7\u00e3o perdem sua magnific\u00eancia por n\u00e3o aceitarem o devir, o dinamismo e a volatilidade da vida e da cultura, que aparecem em um momento onde a linguagem, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>locus<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> primordial do devir e din\u00e2mica por natureza, atuar\u00e1 na virada paradigm\u00e1tica da filosofia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Nesta virada, os metarrelatos modernos nada mais ser\u00e3o que f\u00e1bulas, pois pretendem se autolegitimar como suposta racionalidade universal. A descren\u00e7a \u00e9 geral nos conceitos de justi\u00e7a e verdade j\u00e1 instaurados <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>a priori<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">; que muito prometiam e trouxeram n\u00e3o mais do que insufici\u00eancias. A crise destes metarrelatos \u00e9 ent\u00e3o a crise do ideal moderno de ci\u00eancia e tamb\u00e9m da ideia de universidade que o expandia e difundia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O conhecimento pragm\u00e1tico, quantitativo, calcul\u00e1vel e ref\u00e9m de provas concretas torna extremamente dif\u00edcil a identifica\u00e7\u00e3o do momento onde come\u00e7a o cient\u00edfico e termina o t\u00e9cnico. H\u00e1 uma confus\u00e3o entre ci\u00eancia e t\u00e9cnica, n\u00e3o existe mais distin\u00e7\u00e3o entre elas. Afirma-se ainda, neste per\u00edodo entre a revolu\u00e7\u00e3o industrial e o in\u00edcio de um \u201cp\u00f3s-moderno\u201d, um novo desdobramento do desenvolvimento est\u00e9tico da t\u00e9cnica, e com certeza o mais importante deles, que, convenientemente, se chama de tecnologia. A modernidade incorpora ainda mais a t\u00e9cnica \u2013 que agora \u00e9 tecnologia, desenvolvida, afirmada e considerada respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de instrumentos \u2013 em seu conceito de ci\u00eancia. A tecnologia \u00e9 considerada a produtora de instrumentos que facilitam ao homem ter acesso ao conhecimento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A mentalidade pr\u00e1tica e imediatista da ci\u00eancia influenciada pelo positivismo traz em si mesma uma valoriza\u00e7\u00e3o extrema da t\u00e9cnica, j\u00e1 que ela \u00e9, agora, em si mesma, a produ\u00e7\u00e3o, a coisa, a causa. A ci\u00eancia se substancializa em procedimentos e artefatos tecnol\u00f3gicos. Oliveira (2010) v\u00ea o in\u00edcio desse processo ainda no s\u00e9culo XVII, com Francis Bacon. Lyotard tamb\u00e9m detecta a presen\u00e7a desse caminho ainda na modernidade e, ao demonstrar o que seria o \u201cp\u00f3s-moderno\u201d, parece revelar que existe a ruptura na forma de ver o saber e a ci\u00eancia, mas a depend\u00eancia t\u00e9cnica n\u00e3o se altera; ao contr\u00e1rio, cresce.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O que veio a se chamar de p\u00f3s-modernidade tem uma proposta de trazer para o humano a ess\u00eancia da linguagem. A fal\u00eancia dos relatos da modernidade \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 crise da confus\u00e3o entre ci\u00eancia e t\u00e9cnica. O p\u00f3s-moderno vem ent\u00e3o sugerir uma nova forma de legitima\u00e7\u00e3o do saber, que Lyotard chama de paralogia. Legitimar pela paralogia significa submeter as regras e as prescri\u00e7\u00f5es, t\u00e3o queridas \u00e0 ci\u00eancia denotativa, a uma renova\u00e7\u00e3o, de forma a favorecer a din\u00e2mica dos enunciados e os jogos de linguagem. Buscar um tipo de legitima\u00e7\u00e3o cient\u00edfica autopoi\u00e9tica, da linguagem enquanto produtora de enunciados que v\u00e3o se enfrentar nos jogos lingu\u00edsticos. A ci\u00eancia precisa ser compreendida como apenas uma das formas de se dizer o conhecimento. Uma das express\u00f5es do saber. Pode sempre ser ultrapassada, uma sobreposi\u00e7\u00e3o de teorias.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><b style=\"font-size: medium; font-family: Arial, sans-serif;\">O LOGOS P\u00d3S-MODERNO EM HEIDEGGER E LYOTARD<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Emergem na filosofia teorias que v\u00e3o trazer o devir, as estruturas interpretativas e as tens\u00f5es hermen\u00eauticas; que v\u00e3o colocar os f\u00e1usticos ideais, t\u00e3o s\u00f3lidos e puros, na esfera do questionamento, da curiosidade &#8211; em uma palavra, da d\u00favida. A legitima\u00e7\u00e3o das regras desses jogos de enunciados n\u00e3o \u00e9 feita por elas mesmas. O acordo \u00e9 exterior, feitos por quem joga. S\u00e3o o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>ag\u00f3n<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, o conflito, a for\u00e7a do dissenso, e n\u00e3o mais o consenso ou a s\u00edntese dial\u00e9tica, os ju\u00edzes da partida.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Pode-se dizer que essa tentativa de destrui\u00e7\u00e3o, a partir do protagonismo da linguagem, da pretensiosa \u00e9tica universal, ainda est\u00e1 em andamento. Mas o esfor\u00e7o da tentativa de ruptura na quest\u00e3o da linguagem e da nega\u00e7\u00e3o \u00e0 universalidade cient\u00edfica n\u00e3o teve, por enquanto, o \u00e2nimo e a for\u00e7a necess\u00e1rios para questionar a primazia da t\u00e9cnica e da tecnologia no estatuto do saber.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao negar a submiss\u00e3o dos particulares a um universal, a condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna parece nos guiar ao outro extremo: uma ode \u00e0 individualidade, a uma subjetividade isolada, que parece ser perpetrada, talvez at\u00e9 imposta, pelo sistema t\u00e9cnico, que vige em toda a sua for\u00e7a. Perde-se um tanto a ideia de coletividade, o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>telos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> coletivo que afinal era a promessa iluminista. O que vai construir os v\u00ednculos sociais nesses jogos de linguagem \u201ccooptados\u201d pelo <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> t\u00e9cnico que mant\u00e9m seu predom\u00ednio \u00e9 o pr\u00f3prio \u201csistema\u201d, em busca de seu desenvolvimento e melhoria.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Esse modo de pensar e agir se aproveita daquela deslegitima\u00e7\u00e3o dos relatos modernos e usa a sua habilidade potencial de adapta\u00e7\u00e3o para afirmar o poderio t\u00e9cnico. Se a ci\u00eancia n\u00e3o pode mais se autolegitimar, o capital pode propor novos meios de legitima\u00e7\u00e3o. Se a linguagem se torna o v\u00ednculo social, o capital pode impor suas regras para a comunica\u00e7\u00e3o. Se a filosofia especulativa fracassou, o sistema pode propor o dom\u00ednio ainda mais forte da t\u00e9cnica, que oferece respostas em prazo curto. Se os s\u00e1bios agora s\u00e3o cientistas, o sistema t\u00e9cnico cria a figura dos <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>experts<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, aumentando ainda mais a fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento em busca de controle. H\u00e1 agora um pessimismo generalizado? Ora, que venha a ideia do progresso t\u00e9cnico e do bem-estar tecnol\u00f3gico.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Em r\u00e1pidas palavras, o sujeito cognoscente se exterioriza completamente do conhecimento. N\u00e3o \u00e9 mais ele o produtor, o poeta do saber. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A velocidade das informa\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, principalmente no seu desenvolver como inform\u00e1tica, v\u00e3o impor as suas demandas \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e \u00e0 transmiss\u00e3o dos conhecimentos. A necessidade de agilidade, de facilita\u00e7\u00e3o, de acesso, vai exigir das pesquisas e do saber que se transformem em linguagem-m\u00e1quina. O saber em si, o conhecimento, n\u00e3o \u00e9 mais importante do que o como acessar, como navegar, como organizar. O \u201ccomo\u201d se sobrep\u00f5e ao \u201co que\u201d. Em outras palavras, diz Heidegger, a cibern\u00e9tica toma de golpe o lugar da filosofia. (Heidegger, 1966).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Se o saber se submete \u00e0 t\u00e9cnica, assim tamb\u00e9m o ser\u00e1 a sua legitima\u00e7\u00e3o. Em perfeita sintonia com um sistema econ\u00f4mico que se torna hegem\u00f4nico pelo controle, o conhecimento cai em um processo de reifica\u00e7\u00e3o em mercadoria. \u00c9 for\u00e7a de produ\u00e7\u00e3o, elemento econ\u00f4mico, tem papel importante na disputa de poder econ\u00f4mico, na competi\u00e7\u00e3o mercadol\u00f3gica. Sua legitima\u00e7\u00e3o ent\u00e3o n\u00e3o pode se dar de outra forma sen\u00e3o pelo desempenho, pela performance, pela sua forma de m\u00e3o-de-obra.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No \u00e2mbito pol\u00edtico, as palavras decisoras escapam \u00e0s m\u00e3os da classe pol\u00edtica: \u00e9 atribu\u00edda e entregue aos \u201cexperts\u201d, especialistas em cada \u00e1rea fragmentada daquele saber que um dia quis ser um todo. Discuss\u00f5es e debates de posi\u00e7\u00f5es, de teorias e hip\u00f3teses s\u00e3o cada vez mais raros. Reina a competi\u00e7\u00e3o por dinheiro, por investimento, por poder de divulga\u00e7\u00e3o, por influ\u00eancia, arrebanhados por quem tenha melhor performance, melhor desempenho pr\u00f3-sistema. A educa\u00e7\u00e3o tenta, mas dificilmente fugir\u00e1 da regra. Professor e aluno, em um contexto de saber exteriorizado, trabalham de forma igual, com \u201cinforma\u00e7\u00e3o completa\u201d (Lyotard, 2011, p. 129). Chegar\u00e1 o dia em que n\u00e3o haver\u00e1 o que o aluno esperar ou desejar de seu professor. \u201cA pedagogia na sociedade p\u00f3s-moderna n\u00e3o desaparece, mudam-se os seus m\u00e9todos. Ensinam-se n\u00e3o os conte\u00fados, mas o uso dos terminais\u201d (p. 129). O jogo de linguagem j\u00e1 est\u00e1 colocado. Basta que se escolha a ferramenta a se utilizar para ganhar esse jogo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Inegavelmente, assumiu-se um novo patamar ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">; dizer que foi oferecido um protagonismo ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Mas n\u00e3o realizou-se ou elaborou-se sua real transforma\u00e7\u00e3o. O <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> permanece enfaticamente apof\u00e2ntico, pois ainda vai se apoiar numa forma de pensar t\u00e9cnica, al\u00e9m de ser por ela tamb\u00e9m legitimado. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A proposta de Lyotard, em suas palavras uma \u201cagon\u00edstica geral dos discursos\u201d, parece ser uma proposta de real transforma\u00e7\u00e3o, da refunda\u00e7\u00e3o de um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, n\u00e3o a partir de um total desprezo pelo antigo, mas partindo de seus pilares, de seus escombros, buscando tamb\u00e9m a inspira\u00e7\u00e3o da virada paradigm\u00e1tica para fazer esse jogo agon\u00edstico. At\u00e9 por isso, desconfio e ensaio dizer que tenha sido influenciado por Heidegger, pois na sua forma de expor o que chama de um \u201coutro pensar\u201d, o alem\u00e3o deixa claro sua inspira\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria no <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>ag\u00f3n<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, no conflito e no embate que d\u00e1 uma forma ao devir cont\u00ednuo \u2013 inspirado, por sua vez, em Her\u00e1clito, fil\u00f3sofo do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>ag\u00f3n<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> &#8211; que provavelmente inspira tamb\u00e9m Lyotard.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Heidegger, nos seus primeiros pensamentos, parece ent\u00e3o tamb\u00e9m pensar em algo nesses termos, no sentido de destrui\u00e7\u00e3o dos paradigmas metaf\u00edsicos da tradi\u00e7\u00e3o ocidental na filosofia. Partindo da tradu\u00e7\u00e3o de Giacoia Jr. (2013), os dois momentos que Heidegger pensa para essa ultrapassagem \u00e0 metaf\u00edsica seriam a supera\u00e7\u00e3o (<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>\u00dcberwindung<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">) e a distor\u00e7\u00e3o (<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Verwindung<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">) de seus paradigmas. Superar \u00e9 realizar mesmo a destrui\u00e7\u00e3o de suas categorias. J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 distor\u00e7\u00e3o, o significado vem com maior profundidade; ele quer dizer algo como restabelecer, curar \u2013 nas palavras de Gianni Vattimo, \u201cdenotar um ultrapassamento que, na realidade, \u00e9 reconhecimento de v\u00ednculo, convalescen\u00e7a de uma doen\u00e7a, assun\u00e7\u00e3o de responsabilidade\u201d. (<\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>apud<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Giacoia Jr, 2013, p. 42). \u00c9 imposs\u00edvel negar que os pensadores da virada paradigm\u00e1tica, como Dilthey, estavam inspirados de certa forma pela tradi\u00e7\u00e3o. Heidegger, que tamb\u00e9m representa essa virada, tamb\u00e9m n\u00e3o pode fugir; e \u00e9 nesse conflito do pensar que vai poder crescer um outro <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A supera\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o da metaf\u00edsica e, portanto da tradi\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica ocidental, n\u00e3o poder\u00e1 partir do inteiramente novo, do imaginado, de algo transcendente. Ser\u00e1 necess\u00e1rio que ela parta das entranhas da pr\u00f3pria metaf\u00edsica, de suas origens, de seus grandes pensadores, de seus g\u00e9rmens. Giacoia Jr, talvez inspirado por Lyotard, chega a usar o mesmo termo do autor franc\u00eas, dizendo que essa supera\u00e7\u00e3o \u201cs\u00f3 pode ser feita de dentro da hist\u00f3ria da metaf\u00edsica, pelo di\u00e1logo agon\u00edstico (&#8230;) com os grandes pensadores, eles pr\u00f3prios herdeiros e transmissores do legado espiritual da tradi\u00e7\u00e3o\u201d (p. 42-43).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><b style=\"font-size: medium; font-family: Arial, sans-serif;\">O FIM DA FILOSOFIA E A URG\u00caNCIA DE UM \u201cOUTRO PENSAR\u201d<\/b><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ent\u00e3o, colocamos, que as propostas se conectam. Lyotard, escrevendo mais de cinco d\u00e9cadas depois do primeiro Heidegger, parece ver na p\u00f3s-modernidade uma proposta desta desconfian\u00e7a que se torna vontade de destrui\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o frente aos ideais modernos, mas que \u00e9 cooptada pela mentalidade t\u00e9cnica pr\u00f3pria do capitalismo industrial contempor\u00e2neo. Isso constatado, a proposta \u00e9 que a virada para uma filosofia da linguagem elabore e estimule uma agon\u00edstica geral dos discursos que pense a supera\u00e7\u00e3o dessa coopta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Heidegger come\u00e7a a tratar dessas quest\u00f5es cinquenta anos antes, pensando uma metodologia similar. Tanto que, j\u00e1 na fase mais tardia de seu pensamento, buscando a hist\u00f3ria da verdade do Ser, ele vai se dedicar \u00e0 quest\u00e3o da t\u00e9cnica como o pr\u00f3prio esquecimento do ser que tanto denunciou, verificando que o caminho fatalmente perpassar\u00e1 o confronto agon\u00edstico com o pensamento metaf\u00edsico, que busque e proponha a destrui\u00e7\u00e3o deste modo de pensar e uma refunda\u00e7\u00e3o do pensar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A t\u00e9cnica, para Heidegger, \u00e9 muito mais do que a sua compreens\u00e3o instrumental. Em termos breves, Heidegger vai buscar o origin\u00e1rio da t\u00e9cnica no mundo grego. A partida se d\u00e1 no texto \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o \u00e0 metaf\u00edsica\u201d, quando inspirado na \u201cAnt\u00edgona\u201d, de S\u00f3focles, ele detecta o sentido po\u00e9tico que o grego conferia \u00e0 t\u00e9cnica \u2013 <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. T\u00e9cnica e arte ainda n\u00e3o eram conceitos distintos, sendo, mais do que sin\u00f4nimos, atividades e a\u00e7\u00f5es realmente g\u00eameas, intr\u00ednsecas uma a outra. A t\u00e9cnica era em si um saber, o saber que era capaz de produzir algo. N\u00e3o somente no sentido de artefatos ou ferramentas, mas tamb\u00e9m em um sentido \u00e9tico-pol\u00edtico de produzir Ser, no fazer aut\u00eantico.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Contudo, no texto em que realmente se aprofunda no tema, \u201cA quest\u00e3o da t\u00e9cnica\u201d, confer\u00eancia de 1953, o alem\u00e3o vai detectar tamb\u00e9m este saber como o in\u00edcio de um processo que poderia conduzir a produ\u00e7\u00e3o e o fazer a uma inautenticidade, um mero fazer reprodutor, que direciona o ato produtor e o pensar anterior ao plano unicamente \u00f4ntico. Este \u00e9 o ponto onde a t\u00e9cnica moderna se instala e vai buscar controle, ao impor, propor e solidificar, fugindo de sua ess\u00eancia como <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. O fazer moderno vai tornar a si mesmo ponto de partida, desprezando a reflex\u00e3o anterior, o momento \u00e9tico-pol\u00edtico que estava contido na produ\u00e7\u00e3o enquanto <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. A dist\u00e2ncia de sua ess\u00eancia como <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> leva a t\u00e9cnica moderna e a sua entifica\u00e7\u00e3o como tecnologia a um novo conceito, uma nova essencializa\u00e7\u00e3o do termo, que destr\u00f3i a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> como conceito e cria para si uma nova estrutura. A essa estrutura, Heidegger chamou de <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ge-Stell<\/i><\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\">1<\/a><\/i><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, um neologismo que quer definir o modo como o homem moderno, ao buscar se assenhorar da natureza e impor seu controle sobre o mundo, termina encontrando-se dispon\u00edvel \u00e0s demandas t\u00e9cnicas e tecnol\u00f3gicas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A t\u00e9cnica, em sua ess\u00eancia agora como <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ge-Stell<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, vai ainda impor ao homem a completa separa\u00e7\u00e3o de sua irm\u00e3 g\u00eamea enquanto <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, a arte, for\u00e7ando-a a uma defini\u00e7\u00e3o meramente instrumental, como algo que o homem tem \u00e0 m\u00e3o, negando o pensamento que a veja como quest\u00e3o, como um modo de ser, uma forma de <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>aletheia<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, uma forma de acontecimento do ser.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na entrevista concedida dez anos antes de sua morte, em 1966 \u2013 ainda treze anos antes da obra de Lyotard \u2013 Heidegger parece ver o total dom\u00ednio da t\u00e9cnica moderna sobre o homem, a facticidade completa do estado t\u00e9cnico, decretando inclusive o fim da filosofia \u2013 e ainda, em frase j\u00e1 famosa, que \u201cj\u00e1 s\u00f3 um deus nos pode ainda salvar\u201d. Mas, ao estudar com cuidado e aten\u00e7\u00e3o suas falas nesta entrevista, fica a impress\u00e3o de que o autor v\u00ea ainda que h\u00e1 o que salva a se buscar, que ele, por for\u00e7a ret\u00f3rica, talvez tenha decidido chamar de deus. Trata-se do que ele chama de \u201coutro pensar\u201d. Uma refunda\u00e7\u00e3o da tarefa da filosofia, o fazer emergir um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> que, ao destruir, se construa como o novo, din\u00e2mico e consciente de sua provisoriedade. Algo como o que o <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> moderno realizou com sucesso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>techn\u00e9<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, de forma equivocada apesar de intencional, buscando eliminar a provisoriedade e possibilidade de modos de fazer.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">No melanc\u00f3lico fim de sua tarefa m\u00e1xima, o modo de pensar corrente pode permitir, ajudar, dar suporte, a que isto seja compreendido: o que pode salvar \u00e9 o estar-disposto a procurar e construir este \u201cnovo pensar\u201d, que v\u00e1 retornar e compreender a origem e a hist\u00f3ria da metaf\u00edsica e, quem sabe, espantar-se com a estrutura da <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ge-Stell<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, essa composi\u00e7\u00e3o que situa o homem e o provoca a agir somente a partir do apelo pelo fazer t\u00e9cnico. Somente este novo pensar, nas tentativas de constru\u00e7\u00e3o desse <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> renovado, ser\u00e1 capaz de dizer como o homem est\u00e1 usado, como s\u00f3 imagina dominar e se encontra dominado. Neste poss\u00edvel espanto, podem residir as possibilidades do poder-ver o que se vela no breu da <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ge-Stell<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Na entrevista, Heidegger diz com todas as palavras que a filosofia realmente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de ser, em si mesma, efetiva nesta reconstru\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que seu papel, pensado como descri\u00e7\u00e3o, esclarecimento ou ilumina\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi assumido pelas ci\u00eancias, que, como conclui Lyotard, s\u00e3o parte integrante do estado t\u00e9cnico. Como j\u00e1 dito, para o alem\u00e3o a cibern\u00e9tica j\u00e1 agora ocupa o lugar da filosofia. Esta filosofia, segmentada em suas v\u00e1rias particularidades \u00e9 nada mais que parte do dom\u00ednio t\u00e9cnico, \u00e9 integrada ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> corrente.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Ao descrever isso, Heidegger diz que a filosofia chegou ao seu fim e precisa rapidamente aceit\u00e1-lo, pois s\u00f3 assim poder\u00e1 ir ao \u00e2mbito de uma refunda\u00e7\u00e3o, uma reconstru\u00e7\u00e3o a partir de seus escombros. O pensar, ele diz, n\u00e3o tem mais como agir diretamente no mundo; ser\u00e1 nesta refunda\u00e7\u00e3o que o novo <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> vai construir essa media\u00e7\u00e3o, que \u00e9 intr\u00ednseca ao pensar, na figura de um pensamento novo. O estar-disposto a participar dessa refunda\u00e7\u00e3o \u00e9 o que salva. S\u00f3 essa disposi\u00e7\u00e3o e esfor\u00e7o poder\u00e1 ser a liberta\u00e7\u00e3o do ser preso ao ente. Essa \u00e9 a possibilidade que brilha dentro da opacidade do mundo t\u00e9cnico, e \u00e9 a ele que temos que nos devotar, no pensar de outro modo, no poetar, na beleza e na infinidade de possibilidades da linguagem. Sendo uma \u201cfabricante\u201d de <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, uma artes\u00e3 da linguagem, a filosofia pode iniciar sua recria\u00e7\u00e3o sendo anfitri\u00e3 essencial da paralogia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O \u201cdevoto que se mant\u00e9m em atitude de abertura\u201d n\u00e3o \u00e9 mais fil\u00f3sofo. Ele \u00e9 o arquiteto do novo <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, do outro pensar, de um novo m\u00e9todo de pensar, que n\u00e3o apenas quebra com a tradi\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica, mas a destr\u00f3i, para que assim possa ver que o in\u00edcio de seu trabalho est\u00e1 ainda ali, nas ru\u00ednas. O <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>e-laborar<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> nesta constru\u00e7\u00e3o estar\u00e1 ali originado, mesmo que n\u00e3o seja ainda, de nenhuma forma, vis\u00edvel, pois ser\u00e3o apenas peda\u00e7os.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">O que fazer, enfim, para que nos surja aos olhos o re-velar desta constru\u00e7\u00e3o? Ora, j\u00e1 est\u00e1 dito: pensar! \u00c9 o pensar que poder\u00e1 levar \u00e0 compreens\u00e3o da necessidade do estar-disposto a pensar ainda mais, e, de repente, de maneira nova. A teoria j\u00e1 \u00e9 pr\u00e1xis, ele \u00e9 o agir, e esse agir em busca da efetiva\u00e7\u00e3o deste \u201coutro pensar\u201d reside, ou pelo menos assim parece, no que Lyotard chamou de \u201cagon\u00edstica geral dos discursos\u201d e que Heidegger afirma simplesmente como o \u201cquestionar\u201d. Esse perguntar, questionar, inquirir, escrutinar, \u00e9 o que cria a tens\u00e3o necess\u00e1ria ao <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>ag\u00f3n<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, esse conflito entre o posto e o que h\u00e1-de-vir.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Cremos que pode-se dizer ent\u00e3o, ou ensaiar, enfim, que a p\u00f3s-modernidade est\u00e1 sendo, de forma cont\u00ednua, pensada e constru\u00edda, mas sem a necess\u00e1ria cr\u00edtica ao modo t\u00e9cnico de pensar. No modo de ver a quest\u00e3o da t\u00e9cnica, ela em nada se difere do modo moderno. Est\u00e1 mantido o modo t\u00e9cnico de operar. Apesar de buscar afirmar uma pluralidade, o faz a partir da efic\u00e1cia ou de desempenho t\u00e9cnico. H\u00e1 de se respeitar seus pressupostos, mas rejeitar o seu rebaixamento e submiss\u00e3o \u00e0 necessidade de uma aprova\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou funcional.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">A refunda\u00e7\u00e3o de um <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>logos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">, no imp\u00e9rio da t\u00e9cnica moderna, ser\u00e1 o fundamento para se pensar uma real e completa <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>p\u00f3s<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">-modernidade. Uma p\u00f3s-modernidade deve ser, antes de tudo, uma p\u00f3s-tecnologia.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS (citadas no texto)<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">GIACOIA JR, O. <\/span><\/span><\/em><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Heidegger<\/b><\/span><\/span><\/em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>urgente<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: introdu\u00e7\u00e3o a um novo pensar. S\u00e3o Paulo: Tr\u00eas Estrelas, 2013.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, M. Entrevista ao seman\u00e1rio Der Spiegel, 1966. Tradu\u00e7\u00e3o utilizada: BORGES-DUARTE, Irene. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u201cJ\u00e1 s\u00f3 um deus nos pode ainda salvar\u201d<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: Tradu\u00e7\u00e3o e notas \u00e0 entrevista de Martin Heidegger ao Der Spiegel em 1966. Covilh\u00e3: LusoSofia Press, 2009.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, M. <\/span><\/span><\/em><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Metaf\u00edsica<\/b><\/span><\/span><\/em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Tradu\u00e7\u00e3o e notas: Emanuel Carneiro Le\u00e3o. Rio de Janeiro: Ed. Tempo Brasileiro, 1978.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">LYOTARD, J.F. <\/span><\/span><\/em><em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>A Condi\u00e7\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/em><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>p\u00f3s-Moderna<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Trad. Ricardo Corr\u00eaa Barbosa. Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 2011.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">OLIVEIRA, B. J. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Francis Bacon e a fundamenta\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia como tecnologia<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.<\/span><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS DE APOIO<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">ARIST\u00d3TELES. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u00c9tica a Nic\u00f4maco<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1973. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">BORGES-DUARTE, Irene (2013)<\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">\u00a0<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Gestell e Gestalt. Fenomenologia da configura\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do mundo em Heidegger<\/b><\/span><\/span><\/span><\/em><em><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">.<\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">In; Borges-Duarte, I. &amp; Pardelha, I. (Org.): Fenomenologia e Ci\u00eancia. Actas do IV\u00ba Congresso Internacional da AFFEN \u2013 III\u00ba Congresso Luso-Brasileiro de Fenomenologia. Ed. AFFEN.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">BORGES-DUARTE, Irene. <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Arte e t\u00e9cnica em Heidegger<\/b><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Lisboa: Documenta, 2014.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">FOGEL, Gilvan, Da Solid\u00e3o Perfeita: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Escritos de Filosofia<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Petr\u00f3polis: Vozes, 1999.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">GADAMER, Hans-Georg. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Verdade e M\u00e9todo<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Tradu\u00e7\u00e3o de Fl\u00e1vio Paulo Meurer. Petr\u00f3polis: Vozes, 1999. (Pensamento Humano).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">GAOS, Jos\u00e9. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Introduccion a el Ser y el Tiempo de Martin Heidegger<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. M\u00e9xico: Fundo de Cultura Econ\u00f4mico, 1951.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HAAR, Michel. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Heidegger e a Ess\u00eancia do Homem<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Tradu\u00e7\u00e3o Ana Cristina Alves. Lisboa: Instituto Piaget, 1990.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, M. (2006). <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>\u201c\u2026poeticamente o homem habita\u2026<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><i>\u201d<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. In: Ensaios e confer\u00eancias. Tradu\u00e7\u00e3o de Emmanuel Carneiro Le\u00e3o, Gilvan Fogel e Marcia S\u00e1 Cavalcante Schuback. 3\u00aa ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2002.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, M. Her\u00e1clito: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>A Origem do Pensamento Ocidental.<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> L\u00f3gica: A Doutrina Heracl\u00edtica do L\u00f3gos. Tradu\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcia S\u00e1 C. Schuback. Rio de Janeiro: Relume Dumar\u00e1, 2000.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, Martin. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>A caminho da linguagem<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Petr\u00f3polis: Vozes; Bragan\u00e7a Paulista: Ed. da Univ. S\u00e3o Francisco, 2003. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, Martin. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>O que \u00e9 metaf\u00edsica<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Trad. de Ernildo Stein. S\u00e3o Paulo: Duas Cidades, 1969. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, Martin. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Os conceitos fundamentais da metaf\u00edsica<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: mundo, finitude, solid\u00e3o. Rio de Janeiro: Forense Universit\u00e1ria, 2003.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, Martin. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Semin\u00e1rio de Zollikon<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Petr\u00f3polis: Vozes, 2001.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">HEIDEGGER, Martin. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Ser e tempo I.<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Petr\u00f3polis: Vozes, 1989.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">JAEGER, Werner. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>La Teologia de los Primeros Fil\u00f3sofos Griegos.<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Gaos. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 1998.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">KIRK, G.S.; RAVEN, J.E.; SCHFIELD, M. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Os Fil\u00f3sofos Pr\u00e9-socr\u00e1ticos<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: Hist\u00f3ria cr\u00edtica com sele\u00e7\u00e3o de textos. Tradu\u00e7\u00e3o de Carlos Alberto Louro da Fonseca. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1994.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">KRONBAUER, Gilberto. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Para uma fundamenta\u00e7\u00e3o da abordagem centrada na pessoa.<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"> Estudos Leopoldenses, S\u00e3o Leopoldo, v. 32, n. 149, set.\/out., 1996.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">LE\u00c3O, Emmanuel Carneiro; WRUBLEWSKI, S\u00e9rgio. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Os pensadores origin\u00e1rios<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">: Anaximandro, Parm\u00eanides, Her\u00e1clito. Texto e Tradu\u00e7\u00e3o. Petr\u00f3polis: Vozes, 1991.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">MORA, Jos\u00e9 Ferrater. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Dicion\u00e1rio de filosofia<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2001.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">MORUJ\u00c3O, Carlos. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Verdade e Liberdade em Martin Heidegger. <\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">Lisboa: Instituto Piaget, 2001.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">NUNES, Benedito. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Passagem para o Po\u00e9tico: Filosofia e Poesia em Heidegger. <\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">2.ed. S\u00e3o Paulo: Ed. \u00c1tica, 1992. (Cole\u00e7\u00e3o Ensaios n\u00ba 22).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">PASQUA, Herv\u00e9. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Leitura de Ser e Tempo de Heidegger<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Tradu\u00e7\u00e3o de Joana Chaves, Lisboa: Instituto Piaget, 1993.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">PETERS, F. E. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Termos Filos\u00f3ficos Gregos<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Tradu\u00e7\u00e3o de Beatriz Rodrigues Barbosa. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1977.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">P\u00d6GGELER, Otto. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Filosofia y Pol\u00edtica em Heidegger<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Traducci\u00f3n de Juan de la Colina. Barcelona\/Caracas: Editorial Alfa, 1984.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">WITTGENSTEIN, Ludwing. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\"><b>Investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas<\/b><\/span><\/span><span style=\"font-family: Arial, sans-serif;\"><span style=\"font-size: medium;\">. Trad. de Jos\u00e9 Carlos Bruni. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1975.<\/span><\/span><\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p align=\"JUSTIFY\"><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a> Ge-Stell, como dito, \u00e9 um neologismo criado pelo autor. Em tradu\u00e7\u00e3o livre, seria algo como compor, armar, algo que estrutura ou oferece suporte. Heidegger quer passar a ideia de uma composi\u00e7\u00e3o ou estrutura\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica que tem como m\u00e9todo o dispor da natureza como mat\u00e9ria-prima e que se \u201caproveita\u201d do apelo que \u00e9 natural ao homem por desencobrir para oferecer-lhe o m\u00e9todo t\u00e9cnico como \u00fanica possibilidade.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- kcite active, but no citations found -->\n<\/div> <!-- kcite-section 572 -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja este artigo tamb\u00e9m em nossa plataforma OJS (com PDF e DOI): https:\/\/epistemologia.com.br\/academico\/index.php\/epistemologia\/article\/view\/12 RESUMO A inten\u00e7\u00e3o deste escrito \u00e9, sucintamente, pensar algumas linhas da \u201ccondi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna\u201d, na obra do franc\u00eas Jean-Fran\u00e7ois Lyotard e, com ele e a partir dele, questionar se e onde houve (ou n\u00e3o) reais rupturas na forma de pensar herdada da modernidade. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_bbp_topic_count":0,"_bbp_reply_count":0,"_bbp_total_topic_count":0,"_bbp_total_reply_count":0,"_bbp_voice_count":0,"_bbp_anonymous_reply_count":0,"_bbp_topic_count_hidden":0,"_bbp_reply_count_hidden":0,"_bbp_forum_subforum_count":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"jetpack_publicize_message":"A Quest\u00e3o do Logos em Heidegger e Lyotard: A urg\u00eancia de um \"outro pensar\" na condi\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[8],"tags":[27,25,23,26,28,24],"jetpack_publicize_connections":[],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p86Mw3-9e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/572"}],"collection":[{"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=572"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/572\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1875,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/572\/revisions\/1875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}