{"id":1243,"date":"2017-11-13T05:00:44","date_gmt":"2017-11-13T08:00:44","guid":{"rendered":"http:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/?p=1243"},"modified":"2020-09-08T21:29:07","modified_gmt":"2020-09-09T00:29:07","slug":"editorial-v-2-n-2-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epistemologia.com.br\/revista\/1243-editorial-v-2-n-2-2017.html","title":{"rendered":"EDITORIAL &#8211; v. 2, n.2 (2017)"},"content":{"rendered":"<div class=\"kcite-section\" kcite-section-id=\"1243\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>EDITORIAL &#8211; Epistemologia e suas poss\u00edveis interse\u00e7\u00f5es sociais<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1479\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?ssl=1\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1479\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1479 size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=300%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=768%2C769&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?resize=1008%2C1009&amp;ssl=1 1008w, https:\/\/i0.wp.com\/epistemologia.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/mundo.jpg?w=2016&amp;ssl=1 2016w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1479\" class=\"wp-caption-text\">Terra, fotografada pela Apollo 17 em 1972. Sob dom\u00ednio p\u00fablico<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2003 o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush,\u00a0 iniciou uma guerra contra o Iraque, sob os argumentos no qual Saddam Hussein teria posse de diversas armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa e que o mesmo abrigaria integrantes da <em>Al-Qaeda<\/em>. A quest\u00e3o da exist\u00eancia dessas armas foi question\u00e1vel, mas levou a uma guerra que culminou com a retirada de Hussein do poder e sua pris\u00e3o &#8211; posteriormente condenado \u00e0 morte pelas suas condutas naquele\u00a0 pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 interessante mostrar que a exist\u00eancia &#8211; ou n\u00e3o &#8211; daquele arsenal jamais visto, \u00e9 uma quest\u00e3o acerca de uma ontologia. O questionamento sobre como o servi\u00e7o de intelig\u00eancia chegou a esta resposta \u00e9 epist\u00eamica; definir como se chega a uma conclus\u00e3o, como esta que ilustramos, ou como ela se sustenta, s\u00e3o vi\u00e9ses epistemol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Definir se o o que temos como conhecimento que temos sobre sua exist\u00eancia \u00e9 de fato um conhecimento, \u00e9 uma tarefa epistemol\u00f3gica; mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel estud\u00e1-la por vi\u00e9s social. H\u00e1 portanto, nas coisas do mundo e da hist\u00f3ria do mundo, a intersec\u00e7\u00e3o das camadas de estudo &#8211; podendo uma delas, a crit\u00e9rio de como as estudamos, estar centrada como uma metodologia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mundo de 2017, j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o perto dos idos de 2003, ainda temos quest\u00f5es de atualidades que se relacionam ao crit\u00e9rio do conhecimento da exist\u00eancia de ontologias &#8211; como obtemos ou justificamos o conhecimento sobre tais objetos: objetos ontol\u00f3gicos e pol\u00edticos. Podemos referir aos objetos pol\u00edticos como aqueles fatos com clara influ\u00eancia em decis\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reforma da previd\u00eancia, trabalhista e outras poderiam suscitar debates acerca da exist\u00eancia de objetos &#8211; ou falta deles &#8211; e caracter\u00edsticas que deveriam motivar a\u00e7\u00f5es da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em torno das mudan\u00e7as legislativas e pr\u00e1ticas legalizadas: a exist\u00eancia de rombo previdenci\u00e1rio, ou n\u00e3o; a exist\u00eancia de um crime em um <em>impeachment<\/em>, ou n\u00e3o &#8211; que friamente analisadas n\u00e3o corresponderam \u00e0s alega\u00e7\u00f5es individuais que cada parlamentar usou na tribuna ao mostrar-se contra ou afavor no tribunal de impedimento. Tribunal este que <em>deveria<\/em> ter levado em considera\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia ou n\u00e3o ontol\u00f3gica de tais crimes (muitos votaram pelos mais diversos motivos, o que gerou diversas chacotas do <em>como<\/em> esse tribunal foi levado a cabo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes s\u00e3o alguns exemplos onde a ontologia, onde a exist\u00eancia &#8211; n\u00e3o no termo existencialista, mas em uma aproxima\u00e7\u00e3o mais realista &#8211; de objetos ou caracter\u00edsticas s\u00e3o decisivas para a tomada de decis\u00f5es p\u00fablicas e, em outras inst\u00e2ncias, privadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos um momento onde as dela\u00e7\u00f5es s\u00e3o tomadas como importantes instrumentos para alcan\u00e7ar o estado de coisas que permeiam crimes e contraven\u00e7\u00f5es &#8211; s\u00e3o importantes provas testemunhais, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas; mas que podem levantar quest\u00f5es sobre a validade, a rigidez de tal conhecimento testemunhal e a real aplicabilidade de todas as dela\u00e7\u00f5es. Em sentido mais estrito, elas devem ser verificadas, para que n\u00e3o ocorra o uso assistem\u00e1tico e irreal deste dispositivo. H\u00e1 no entanto o impacto social &#8211; como ocorre na m\u00eddia &#8211; que pode ser diverso da verdade que ele carrega. \u00c9 uma importante quest\u00e3o a se levantar a respeito, sem a pretens\u00e3o de invalidar o uso de tal dispositivo, mas de pensar o uso jur\u00eddico e o que est\u00e1 al\u00e9m da possibilidade jur\u00eddica. \u00c9 obvio que neste pref\u00e1cio editorial n\u00e3o se pretende afirmar quais s\u00e3o ou como quais tipos de objetos testemunhais devam ser levados em considera\u00e7\u00e3o: mas como uma ilustra\u00e7\u00e3o do que \u00e9 pass\u00edvel que ocorra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">An\u00e1lises sobre o\u00a0<em>status <\/em>ontol\u00f3gico das coisas que nos permeiam, sob o vi\u00e9s de como podemos conhec\u00ea-las, e sobre como justificamos a atribui\u00e7\u00e3o de conhecermos tais <em>status<\/em> \u00e9 uma das vertentes poss\u00edveis da epistemologia, mesmo sob an\u00e1lises menos tradicionais \u00e0 uma estrutura imaginada do que seria &#8220;a epistemologia&#8221;; s\u00e3o an\u00e1lises interseccionais \u00e0 uma considerada epistemologia tradicional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta revista presta-se ao servi\u00e7o de fornecer trabalhos que desenvolvam-se tanto no \u00e2mbito mais tradicional da epistemologia, quanto trabalhos que possuam car\u00e1ter interfacial \u00e0 esta epistemologia tradicional. Onde \u00e9 poss\u00edvel uma an\u00e1lise sociol\u00f3gica ajudar a definir, por exemplo, crit\u00e9rios de como conhecemos, ou pensamos conhecer as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste n\u00famero, a <em>Revista Epistemologia,<\/em> leva aos leitores dois artigos que utilizam desta faceta sociol\u00f3gica; procurando, assim, dar voz a uma diversidade maior de pesquisas.\u00a0<em>Agindo num mundo desde sempre familiar: perspectivas etnometodol\u00f3gicas sobre a\u00e7\u00e3o social\u00a0<\/em>nos mostra uma interpreta\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos sociais, tangenciando as rela\u00e7\u00f5es epist\u00eamicas.\u00a0 Tamb\u00e9m com cunho sociol\u00f3gico temos o <em>Indiv\u00edduo, comunidade e ascens\u00e3o social: a falta de reconhecimento no espa\u00e7o p\u00fablico como forma de naturaliza\u00e7\u00e3o das desigualdades e marginaliza\u00e7\u00e3o social <\/em>que demonstra como o reconhecimento em espa\u00e7os p\u00fablicos moldam desigualdades sociais, por vezes tomadas como natural.<\/p>\n<p><em>Arnaldo Vasconcellos<\/em><\/p>\n<!-- kcite active, but no citations found -->\n<\/div> <!-- kcite-section 1243 -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDITORIAL &#8211; Epistemologia e suas poss\u00edveis interse\u00e7\u00f5es sociais Em 2003 o ent\u00e3o presidente dos Estados Unidos, George W. 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